Escassez de chuvas compromete lavouras de feijão
Produtores de feijão enfrentam baixa umidade no Rio Grande do Sul

A colheita do feijão de segunda safra no Rio Grande do Sul atingiu 10% da área cultivada, enquanto 8% das lavouras estão em fase de maturação. De acordo com dados do Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (27) pela Emater/RS-Ascar, outras áreas registram 12% das lavouras em enchimento de grãos, 23% em floração e 47% em desenvolvimento vegetativo.
Segundo o boletim, a baixa umidade do solo tem impactado o desenvolvimento das plantas, reduzindo sua estatura para esta época do ciclo. A falta de chuvas também tem dificultado a aplicação de adubos nitrogenados em cobertura, embora algumas áreas já tenham recebido o insumo. A Emater/RS-Ascar estima uma área semeada de 11.913 hectares, com produtividade prevista de 1.527 kg por hectare.
Na região de Erechim, as lavouras seguem em desenvolvimento vegetativo e necessitam de reposição hídrica para manter o potencial produtivo. Em Santa Maria, a escassez de chuvas afetou as lavouras em floração e enchimento de grãos, podendo comprometer a produtividade. No município de Paraíso do Sul, estima-se uma perda de 30% devido à estiagem.
Já na região de Soledade, 80% das lavouras estão em fase de desenvolvimento vegetativo, enquanto 20% iniciaram o florescimento. O controle de tripes e ácaros está sendo monitorado, pois o clima seco favorece a proliferação dessas pragas. A expectativa é de que as chuvas permitam a retomada da adubação nitrogenada em cobertura.
No mercado, a comercialização da saca de 60 quilos do feijão registrou queda de 18,77%, passando de R$ 262,22 para R$ 213,00, conforme levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.