Mercado do milho segue travado no Sul e registra alta no MS
No Mato Grosso do Sul, os preços subiram 63,25% desde a colheita em julho

O mercado de milho no Sul do Brasil enfrenta dificuldades de comercialização devido à priorização da colheita da soja pelos produtores, segundo a TF Agroeconômica. No Rio Grande do Sul, a escassez de oferta obriga compradores a aceitar as condições dos vendedores. Com mais de 55% da safra já comercializada, os preços variam de R$ 75,00 a R$ 80,00 no interior, enquanto em Panambi a saca se manteve em R$ 69,00.
Em Santa Catarina, o mercado está travado, com preços estáveis. No Planalto Norte, a oferta do milho é de R$ 82,00, mas compradores pagam apenas R$ 79,00. Em Campos Novos, vendedores pedem entre R$ 83,00 e R$ 85,00, enquanto compradores ofertam entre R$ 79,00 e R$ 80,00 CIF. Nos portos, os valores variam entre R$ 72,00 para entrega em agosto e R$ 73,00 para outubro. Já no Paraná, a situação é semelhante, com o milho sendo disputado. Os preços alcançam R$ 80,00 nos Campos Gerais para retirada imediata e R$ 82,00 para abril de 2025, com pagamento em maio.
No Mato Grosso do Sul, os preços subiram 63,25% desde a colheita em julho. Em Dourados, compradores pagam R$ 76,00, e vendedores pedem R$ 78,00. Em São Gabriel do Oeste, a oferta dos compradores é de R$ 72,00, enquanto os vendedores querem R$ 76,00. Para o milho safrinha em Dourados, os preços variam entre R$ 62,00 para compradores e R$ 65,00 para vendedores. A perspectiva para os próximos dias é de mercado ainda travado no Sul, com possíveis ajustes apenas com a definição de preços mais competitivos ou a chegada do milho safrinha.
Em Goiás, a indústria segue ativa na busca por milho da primeira safra e safrinha, mas as negociações ocorrem de forma moderada. Com os produtores focados na colheita da soja e no plantio do milho safrinha, muitos negócios estão travados à espera de preços mais atrativos.