Soja volta a subir em Chicago
O principal fator para a alta da soja foi a forte valorização do óleo de soja

A soja fechou em alta na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira, impulsionada pelo forte avanço do óleo de soja, conforme análise da TF Agroeconômica. O contrato de soja para maio, referência para a safra brasileira, subiu 1,92%, ou 19,50 cents/bushel, encerrando a sessão a US$ 1034,25. Já o contrato de julho teve alta de 2,04%, ou 21,00 cents/bushel, cotado a US$ 1049,25. Enquanto o farelo de soja caiu levemente 0,14%, o óleo de soja disparou 5,68%, fechando a US$ 47,44 por libra-peso.
O principal fator para a alta da soja foi a forte valorização do óleo de soja, motivada pela expectativa de aumento na demanda interna dos EUA. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) está negociando com representantes das indústrias de petróleo e biocombustíveis para elevar a mistura de óleo de soja no diesel. Além disso, traders monitoram a possibilidade de imposição de tarifas sobre importações do Canadá, que poderiam limitar a entrada de óleo de canola no país, beneficiando o óleo de soja.
O mercado também reagiu ao cenário tarifário norte-americano, com a expectativa de que tarifas de 25% sobre produtos canadenses entrem em vigor nesta quarta-feira, 2 de abril. Atualmente, os EUA são os maiores importadores de óleo de canola do mundo, com previsão de compra de 3,54 milhões de toneladas na temporada 2024/2025, segundo o USDA. Caso as barreiras comerciais sejam confirmadas, a oferta do produto pode diminuir, elevando a competitividade do óleo de soja.
A valorização do petróleo também contribuiu para o avanço do óleo de soja, tornando os biocombustíveis mais atrativos. Esse movimento puxou as cotações da soja em Chicago, mesmo em meio a um cenário global de incertezas comerciais. O mercado seguirá atento às decisões da EPA e ao desdobramento das tarifas para avaliar os impactos sobre a demanda de derivados da soja.