Soja fecha de forma mista em Chicago
Ao longo do pregão, as cotações oscilaram devido a fatores opostos
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De acordo com a TF Agroeconômica, a soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a terça-feira (20) de forma mista, refletindo o avanço da colheita no Brasil e a expectativa pelo Fórum Anual do USDA. O contrato de março, referência para a safra brasileira, subiu 0,22%, ou 2,25 cents/bushel, para US$ 1031,25. Já o contrato de maio teve leve alta de 0,12%, fechando a US$ 1048,75. No mercado de derivados, o farelo de soja subiu 0,69%, para US$ 293,8 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja recuou 0,57%, cotado a US$ 45,44 por libra-peso.
Ao longo do pregão, as cotações oscilaram devido a fatores opostos. Por um lado, o mercado segue atento ao Fórum Anual do USDA, que ocorre entre quinta e sexta-feira, e deve indicar uma possível redução na área plantada com soja nos Estados Unidos na safra 2025/26. Com os produtores americanos encontrando maior rentabilidade no milho, espera-se um deslocamento de área, o que pode influenciar os preços da oleaginosa no longo prazo.
Por outro lado, o avanço da colheita no Brasil pressiona os preços sazonalmente. Segundo a Conab, até segunda-feira (19), 36,4% da área apta já havia sido colhida, contra 38% no mesmo período do ano passado. Com os trabalhos de campo praticamente normalizados após atrasos iniciais, a maior oferta brasileira adiciona um fator baixista ao mercado, limitando a recuperação das cotações em Chicago.
Apesar da leve alta no fechamento, o mercado segue volátil e ajustando expectativas para os próximos dias. O impacto da possível redução de área nos EUA será um dos principais pontos de atenção dos investidores, enquanto os dados da colheita brasileira continuam influenciando o comportamento dos preços.