Mercado de grãos inicia o dia em queda
O milho também sente os efeitos da tensão comercial

De acordo com a TF Agroeconômica, os mercados de soja, milho e trigo abriram em baixa nesta quinta-feira (4), impactados pela guerra comercial entre Estados Unidos e China. A soja na Bolsa de Chicago (CBOT) caiu 24 pontos, cotada a US$ 987,50 por bushel no contrato para maio, enquanto no Brasil o indicador Cepea registrou leve retração de 0,20%, a R$ 131,77 por saca. A China anunciou tarifas adicionais de 34% sobre importações americanas, além de uma queixa formal na OMC contra as medidas dos EUA.
“A notícia de hoje é a resposta do governo chinês após suas importações terem sido atingidas com tarifas de 54% (20+34). De acordo com a Xinhua, a China imporá tarifas adicionais de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA a partir de 10 de abril”, comenta.
O milho também sente os efeitos da tensão comercial, com recuo de 5 pontos na CBOT, sendo negociado a US$ 452,50 por bushel. No mercado brasileiro, o contrato de maio na B3 caiu 0,87%, fechando a R$ 76,63 por saca, enquanto o Cepea aponta retração de 1,34% no dia e 3,29% no mês. A desvalorização do petróleo agrava o cenário, afetando a produção de etanol nos EUA, que consome entre 35% e 37% da safra americana.
“Por outro lado, hoje os preços do petróleo estão caindo drasticamente novamente, afetando o etanol, uma indústria que responde por entre 35 e 37% da safra de milho dos EUA ano após ano”, completa.
Já o trigo recuou 9,50 pontos na CBOT, cotado a US$ 526,50 por bushel. No Brasil, os preços seguem estáveis, com o Cepea registrando leve alta de 0,41% no Paraná e 0,26% no Rio Grande do Sul. A guerra tarifária reduz a competitividade do trigo dos EUA, abrindo espaço para exportadores como Argentina, Austrália e União Europeia. A queda ocorre mesmo com a desvalorização do dólar frente ao euro, que normalmente favoreceria as exportações americanas.