Preços do milho mantém estabilidade, mas clima preocupa produtores
Projeção de safra de milho é ajustada no Brasil

De acordo com a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (27), os preços do milho no Brasil permaneceram firmes, com uma certa estabilidade nesta semana. A média gaúcha fechou a semana a R$ 69,67 por saco, enquanto as demais praças no país apresentaram oscilações entre R$ 69,00 e R$ 89,00 por saco. No entanto, ainda há preocupações com a falta de chuvas em algumas regiões produtoras da safrinha, como o Mato Grosso do Sul e o Paraná.
Segundo a análise com base nos dados da AgRural, a consultoria especializada projeta uma safra de milho de 121,8 milhões de toneladas para 2024/25 no Brasil, o que está abaixo da estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que apontou uma previsão de colheita total de 122,8 milhões de toneladas, contra 115,7 milhões no ano passado. A AgRural estima uma segunda safra no Centro-Sul de 87,9 milhões de toneladas, enquanto a Conab projeta 87,6 milhões para essa região. A previsão para a segunda safra em todo o Brasil é de 95,5 milhões de toneladas, um aumento em relação aos 90,2 milhões do ano anterior.
Ainda segundo a Conab, a área plantada com milho no Brasil para a safra 2024/25 será de 21,1 milhões de hectares, com uma produtividade média estimada de 5.806 quilos por hectare, ou 96,8 sacos por hectare. A safrinha de milho, que corresponde a 77,8% da produção total do país, segue como um fator essencial para a produção nacional.