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Genética pode alterar amadurecimento do tomate

A produção de frutas é essencial para a reprodução das plantas



A produção de frutas é essencial para a reprodução das plantas A produção de frutas é essencial para a reprodução das plantas - Foto: Pixabay

Cientistas do Departamento de Ciências Vegetais da Universidade de Oxford identificaram uma maneira de alterar o processo de amadurecimento do tomate, incluindo mudanças de cor e amolecimento, ao modificar a expressão de uma única proteína localizada em organelas subcelulares chamadas plastídios. A descoberta, publicada na Nature Plants, revela um avanço significativo no entendimento do amadurecimento de frutas, abrindo novas oportunidades para a melhoria das colheitas.

A produção de frutas é essencial para a reprodução das plantas, e os tomates, em particular, utilizam o amadurecimento como uma estratégia para atrair animais e garantir a dispersão das sementes. Esse processo de amadurecimento envolve mudanças profundas nos plastídios, as organelas responsáveis por dar cor aos frutos. No entanto, até agora, pouco se sabia sobre como esses plastídios participavam efetivamente no amadurecimento.

A equipe de Oxford descobriu que uma proteína chamada SP1, localizada nos plastídios, desempenha um papel crucial nesse processo. A proteína SP1 regula uma via chamada CHLORAD, que foi descoberta pelo mesmo grupo em 2019. Essa nova descoberta oferece uma base teórica para manipular o amadurecimento de frutas, como o tomate, e possibilita o desenvolvimento de novas estratégias para melhorar a produção agrícola.

O Professor Paul Jarvis, autor correspondente do estudo, explicou que a regulação pela proteína SP1 pode ser utilizada como uma ferramenta de melhoramento de culturas. "Essa descoberta tem um enorme potencial para desenvolver variedades de frutas com frutificação precoce ou tardia, ou ainda melhorar a transportabilidade e a vida útil das frutas, retardando o amadurecimento sem comprometer sua qualidade", afirmou. 

O estudo se baseou na modificação do gene SP1 em plantas de tomate transgênicas, observando as variações nos níveis de expressão desse gene e como isso afetava o amadurecimento das frutas. As plantas foram estudadas com o auxílio de técnicas avançadas, como fenotipagem, microscopia eletrônica, análise de expressão gênica e metabolômica, permitindo uma compreensão mais aprofundada do processo.
 

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