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Lagarta-da-soja ameaça produtividade e exige controle rigoroso

A praga pode gerar até quatro gerações durante a safra



Foto: Pixabay

A lagarta-da-soja (anticarsia gemmatalis) é uma praga que representa uma ameaça significativa para a cultura da soja, especialmente durante as fases iniciais do ciclo da planta. Segundo um artigo publicado no Blog Aegro, escrito pela engenheira agrônoma, Ana Lígia Giraldeli, a lagarta inicia seu ataque no topo das plantas, podendo persistir até a fase de enchimento dos grãos. A praga pode gerar até quatro gerações durante a safra, com seu ciclo biológico durando cerca de 30 dias.

A lagarta se alimenta principalmente das folhas, flores e até das vagens da soja. Quando o ataque é intenso, as lagartas podem apresentar uma coloração preta com listras brancas, um sinal de competição por alimento. A desfolha causada por essa praga pode comprometer significativamente a produtividade da cultura.

O controle da lagarta-da-soja deve ser feito de acordo com o Manejo Integrado de Pragas (MIP), adotando medidas específicas nas seguintes situações: quando forem encontradas, em média, 20 lagartas grandes (com 1,5 cm ou mais) por metro de fileira, quando a desfolha atingir 30% antes da floração, ou quando atingir 15% após o início da floração. Para o controle, os inseticidas reguladores de crescimento são uma boa opção, especialmente após ou durante o fechamento das entrelinhas da soja.

Outro aspecto importante no manejo dessa praga é o uso de refúgios. A adoção de refúgios é fundamental para evitar o desenvolvimento de resistência, prolongando a eficácia dos inseticidas e garantindo um controle mais eficiente ao longo da safra.

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