Milho B3 fechou em baixa compradores ausentes
Na Bolsa de Chicago, o milho fechou com leves baixas

Os principais contratos de milho encerraram o dia em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), segundo informações da TF Agroeconômica. “Nova queda para o milho na B3 que em pouco mais de uma semana saiu de um valor muito perto de R$ 85 reais para os R$ 76,63 do fechamento desta quinta”, comenta.
“Grandes compradores aproveitaram a queda inicial e compraram lotes, alguns deles voltados para exportação, e agora voltaram a ficar fora do mercado. Por outro lado, produtores e cooperativas estão preenchendo os armazéns com a colheita do milho verão, o que tira a pressão por novas compras momentâneas. No entanto, o mercado deve ficar de olho no aumento dos prêmios nos portos, após o anúncio das tarifas americanas contra quase todos os grande compradores de milho no mundo”, completa.
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa no dia. “O vencimento de maio/25 foi de R$ 76,63 apresentando baixa de R$ -0,67 no dia, baixa de R$ -0,84 na semana; julho/25 fechou a R$ 71,58, baixa de R$ -1,12 no dia, baixa de R$ -0,76 na semana; o vencimento setembro/25 fechou a R$ 70,85, baixa de R$ -0,95 no dia e baixa de R$ -0,81 na semana”, indica.
Na Bolsa de Chicago, o milho fechou com leves baixas com tarifas e demanda. “A cotação de maio, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -0,05 % ou $ -0,25 cents/bushel a $ 457,50. A cotação para maio, fechou em alta de 0,05 % ou $ 0,25 cents/bushel a $ 465,50”, informa.
“As tarifas podem prejudicar os exportadores de milho americano, já que grandes compradores foram tarifados, mas no momento, quem tem milho em grandes volumes disponíveis são os EUA. O Brasil essa semana começo a direcionar lotes do grão de exportação para o mercado interno. Com a alta dos prêmios o movimento pode ser revisto, mas nesse momento os portos estão voltados para a soja. Com isso Chicago fechou apenas com pequenas perdas”, conclui.