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Brasil pode alcançar recorde na produção de soja

Soja gaúcha sofre queda, mas Mato Grosso puxa recorde nacional



Foto: USDA

De acordo com a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (27), os preços da soja no Brasil sofreram uma leve queda durante a semana de 21 a 27 de março. Com o câmbio variando entre R$ 5,70 e R$ 5,75 e prêmios positivos entre US$ 0,75 e US$ 1,15 por bushel nos portos, a pressão baixista observada em Chicago se refletiu nas negociações internas. No Rio Grande do Sul, as principais praças fecharam a semana com o preço do saco de 60 quilos da oleaginosa em R$ 125,00, enquanto a média estadual foi de R$ 127,60. Nas demais praças do país, os preços variaram entre R$ 104,00 e R$ 119,00 por saco.

A consultoria aponta que, apesar da pressão externa, os prêmios estão ajudando a manter os preços internos, principalmente devido à guerra comercial entre os EUA e a China. Esse cenário faz com que a China aumente suas compras de soja do Brasil e da Argentina. Caso os prêmios estivessem em níveis mais baixos, os preços no mercado interno estariam significativamente menores, com a média gaúcha em torno de R$ 112,00 por saco, representando uma queda de R$ 13,00 em relação ao valor atual.

Em relação à colheita da safra 2024, a Ceema informa que 74% da área foi colhida até o final da semana anterior, um avanço em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, a consultoria AgRural revisou sua estimativa para a produção de soja no Brasil, reduzindo-a para 165,9 milhões de toneladas, devido à piora na safra gaúcha. A previsão é que o Estado colha entre 11 e 13,2 milhões de toneladas, uma quebra de 50% a 60% em relação ao previsto. A qualidade do grão colhido também está abaixo do esperado em muitas regiões.

Apesar da redução no Rio Grande do Sul, a produção nacional de soja deve alcançar um recorde. A produção final brasileira em 2024 deve superar o recorde de 2022/23, que foi de 155,7 milhões de toneladas, graças aos bons resultados em outros estados, como o Mato Grosso. A estimativa para o estado é de uma colheita de 49,5 milhões de toneladas, superando até mesmo a produção da Argentina, que deve atingir cerca de 48,6 milhões de toneladas.

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