Como as algas podem mexer no preço do café?
“Vários fatores têm pressionado o preço do café brasileiro"

A safra de café no Brasil em 2024 atingiu 54,2 milhões de sacas, uma queda em relação às 55,1 milhões do ano anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De acordo com Gustavo Gonella, diretor de marketing da Acadian para a América do Sul, enquanto as exportações cresceram 28,8%, chegando a 50,5 milhões de sacas, a menor oferta e as condições climáticas adversas pressionaram os preços para o consumidor. Em 2025, a bienalidade negativa deve reduzir ainda mais a produção, com previsão de 51,8 milhões de sacas, 4,4% a menos que este ano.
“Vários fatores têm pressionado o preço do café brasileiro, com destaque para eventos climáticos adversos, como a escassez de água nas plantações. Isso proporciona redução da produtividade e da qualidade dos grãos. Com oferta menor, os preços sobem”, comenta.
Diante desse cenário, a Acadian Plant Health aposta em bioativadores à base da alga marinha Ascophyllum nodosum para mitigar o estresse hídrico das lavouras. Estudos da Unesp Botucatu indicam que os compostos bioativos dessa alga ajudam as plantas a suportar períodos de seca, melhorando a absorção de nutrientes e fortalecendo sua resistência.
Com essa tecnologia, os cafeicultores podem minimizar perdas em anos de bienalidade negativa, garantindo maior estabilidade produtiva. A busca por soluções inovadoras se torna essencial para preservar a competitividade do Brasil no mercado global de café e assegurar a qualidade do produto tão presente no cotidiano dos brasileiros.
“Além disso, a alga contribui para a ativação de processos metabólicos que favorecem a absorção de nutrientes e protegem as células vegetais, o que pode resultar em maior produtividade e redução dos danos causados pela falta de água. Ao minimizar os impactos do estresse abiótico, o extrato de Ascophyllum nodosum ajuda a estabilizar a produção de café, garantindo a continuidade dessa cultura vital para a economia brasileira e para a nossa cultura. Afinal, o cafezinho faz parte do cotidiano de todos os brasileiros”, conclui.