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Rússia domina exportações e pressiona cotações do trigo

Cotações devem continuar oscilando em patamares baixos



Foto: Canva

O mercado global de trigo segue pressionado pela forte concorrência russa e pelos estoques elevados em diversos países exportadores. Segundo a análise da CEEMA, a safra russa deste ano superou as expectativas, gerando um aumento significativo na oferta do cereal e forçando a redução dos preços nos principais mercados internacionais.

A Rússia tem se consolidado como um dos maiores fornecedores de trigo do mundo, ampliando suas exportações para destinos estratégicos, como o Oriente Médio e o Norte da África. Com preços mais competitivos, os produtores russos têm dominado contratos internacionais, reduzindo o espaço para países como Estados Unidos, União Europeia e Argentina.

Na União Europeia, a safra de trigo tem enfrentado desafios climáticos, com chuvas irregulares impactando a produtividade em algumas regiões. No entanto, os estoques elevados nos portos europeus continuam pesando sobre os preços, impedindo uma reação significativa nas cotações do cereal. Já nos Estados Unidos, a falta de competitividade no mercado global tem levado a uma redução no volume exportado.

O relatório da CEEMA também destaca que a Argentina tenta recuperar sua posição no mercado internacional após registrar uma quebra de safra no ciclo anterior. Com condições climáticas mais favoráveis neste ano, o país pode aumentar suas exportações, mas ainda enfrenta dificuldades diante dos preços agressivos praticados pelos concorrentes russos.

Apesar do excesso de oferta global, a demanda segue estável, sem sinais de um aumento expressivo que possa impulsionar os preços. O mercado acompanha de perto as movimentações de países importadores, como Egito e Turquia, que tradicionalmente são grandes compradores do cereal e podem influenciar as tendências do mercado caso aumentem suas compras.

Com esse cenário desafiador, os preços do trigo devem permanecer sob pressão no curto prazo. A menos que haja um evento climático adverso que comprometa a produção de grandes exportadores, as cotações devem continuar oscilando em patamares baixos, exigindo cautela dos produtores na definição de estratégias de comercialização.

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