Tarifas dos EUA impactam o mercado
O trigo também está sob forte impacto das novas tarifas

De acordo com a TF Agroeconômica, os mercados iniciaram esta terça-feira (02) sob forte apreensão devido às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a diversos países. A medida, anunciada pelo ex-presidente Donald Trump no chamado “Dia da Libertação”, levanta temores de retaliação global e desestruturação dos mercados.
No Brasil, a colheita da soja praticamente concluída mantém os compradores ausentes, pressionando os preços. O indicador do Cepea registra R$ 132,10 por saca (-0,07%), enquanto em Assunção (Paraguai), os contratos para abril e julho estão a US$ 372,04 e US$ 377,56, respectivamente. Na CBOT, a soja para maio recua US$ 6,50, negociada a US$ 1.027,75 por bushel.
O milho é um dos mercados mais impactados pela decisão de Trump, uma vez que México e Canadá, principais compradores de milho e etanol de milho dos EUA, podem retaliar. A pressão se reflete na CBOT, onde o contrato de maio recua para US$ 455,40 (-6,25). No Brasil, a normalização do plantio da segunda safra influencia os preços. Na B3, o contrato de maio sobe 1,04%, para R$ 78,53, enquanto o Cepea indica R$ 86,62 por saca (-1,24%). No Paraguai, os preços variam entre US$ 230 para abril e US$ 175 para julho.
O trigo também está sob forte impacto das novas tarifas, devido ao seu amplo mercado de exportação. Na CBOT, o contrato de maio recua para US$ 537,25 (-3,25). No Brasil, a oferta maior no Rio Grande do Sul provoca leve queda nos preços, com o Cepea registrando R$ 1.446,97 (-0,03%). Já no Paraná, a menor disponibilidade impulsiona os valores para R$ 1.538,18 (+0,72%). No Paraguai, os preços seguem a US$ 240 em Campo 9 e US$ 270 no Oeste do Paraná.