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Mercado do café desacelera: saiba por que os preços recuaram

Foram quatro meses de valorização



Foto: Divulgação

Os preços do café registraram queda em março após uma sequência de quatro meses de valorização, de acordo com o boletim informativo do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O recuo foi observado tanto para o café arábica quanto para o robusta, refletindo uma combinação de fatores climáticos e expectativas do mercado em relação à próxima safra brasileira.

Para o arábica, a média mensal do Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, foi de R$ 2.547,71 por saca de 60 kg, representando uma queda de 3,16% em relação a fevereiro. Já o robusta, negociado no Espírito Santo, registrou uma média de R$ 2.003,02 por saca, retração de 2,3% no mesmo período.

Segundo pesquisadores do Cepea, a recente desvalorização está atrelada à melhoria das condições climáticas nas principais regiões produtoras. O retorno das chuvas e a redução do calor intenso ajudaram a amenizar os impactos da seca prolongada, que vinha comprometendo o enchimento e a maturação dos grãos, principalmente nas áreas de arábica.

O mercado também segue atento às projeções para a safra 2025/26, aguardando sinais mais concretos sobre o volume da produção. A interrupção da sequência de altas nos preços indica que os investidores e produtores adotam maior cautela diante das incertezas climáticas e de oferta.

Mesmo com a recente queda, os preços do café seguem em patamares historicamente elevados, refletindo o cenário global de oferta e demanda. Nos próximos meses, o comportamento do mercado dependerá das condições climáticas e da evolução da colheita no Brasil, maior produtor mundial da commodity.

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