Com oferta elevada, milho mantém tendência de baixa
Mercado segue pressionado pela oferta global elevada

O mercado internacional do milho segue pressionado pela oferta global elevada, mas as preocupações com o clima nos Estados Unidos ainda podem alterar a tendência dos preços. Segundo informações divulgadas pela CEEMA, a colheita do cereal na América do Sul, aliada às expectativas de uma safra sólida nos EUA, mantém o cenário de grande disponibilidade do grão no mercado.
A produção no Brasil e na Argentina tem sido um dos principais fatores que impedem uma recuperação dos preços. A safra brasileira, impulsionada por boas condições climáticas e produtividade elevada, continua abastecendo os mercados internacionais, enquanto a Argentina volta a registrar volumes expressivos de exportação. Esses fatores reforçam o excesso de oferta global, reduzindo o suporte para valorizações expressivas.
No entanto, o clima nos Estados Unidos segue como um elemento-chave para definir os rumos do mercado. A CEEMA alerta que o padrão climático no Meio-Oeste americano ainda é incerto, podendo impactar negativamente a produtividade do milho. Se houver perdas significativas na safra norte-americana, os preços podem reagir positivamente no curto prazo, reduzindo a tendência baixista observada nas últimas semanas.
Outro ponto de atenção para o mercado de milho é a demanda global. A China, que tem sido um grande importador do cereal nos últimos anos, mostra sinais de desaceleração na compra, refletindo estoques elevados e uma política de importação mais cautelosa. Além disso, o mercado europeu também apresenta um ritmo de compras mais lento, o que reforça o excesso de oferta e limita qualquer recuperação de preços.
Nos Estados Unidos, a política de biocombustíveis continua sendo um fator determinante para a formação dos preços do milho. O uso do grão para a produção de etanol ainda sustenta parte da demanda doméstica, mas qualquer mudança regulatória pode impactar diretamente os volumes consumidos pela indústria.
Diante desse cenário, analistas indicam que os preços do milho podem continuar pressionados no curto prazo, a menos que ocorram quebras de safra significativas nos EUA ou um aumento inesperado da demanda global. Enquanto isso, os produtores brasileiros acompanham de perto as movimentações do mercado e buscam estratégias para comercializar a safra de forma mais eficiente.