Alta do algodão: preço sobe 1,71%
Menor liquidez contribui para a sustentação dos preços

O preço médio do algodão em pluma alcançou, em março, o maior patamar nominal dos últimos dois anos. Segundo o boletim informativo do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), essa valorização está diretamente ligada à posição firme dos vendedores, que adotam cautela na comercialização devido ao período de entressafra.
Os agentes do mercado acompanham a valorização dos contratos negociados na Bolsa de Nova York (ICE Futures) e a alta do Índice Cotlook A, referência para a pluma no Extremo Oriente. Além disso, produtores estão conseguindo se capitalizar com a entrega de contratos a termo e com a comercialização da soja da nova safra, reduzindo a necessidade de vender grandes volumes de algodão no mercado spot.
A dificuldade de acordo entre compradores e vendedores segue como um entrave para os negócios no mercado interno. Segundo o Cepea, a divergência entre preço e qualidade dos lotes ofertados limitou os fechamentos ao longo do mês. Essa menor liquidez contribui para a sustentação dos preços.
Na média de março, o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, fechou em R$ 4,2148 por libra-peso. Esse é o maior valor registrado desde abril de 2023, representando uma alta de 1,71% em relação a fevereiro. No entanto, quando comparado a março de 2024, o preço ainda é 8,32% inferior em termos reais, considerando o ajuste pelo IGP-DI de fevereiro de 2025.
Com a entressafra pressionando a oferta e os preços internacionais em alta, o cenário segue favorável para os vendedores no curto prazo.