A importância do manganês na cultura da soja
Um fator que pode comprometer a absorção de Mn é o uso frequente de glifosato

O Manganês (Mn) desempenha um papel essencial no metabolismo da soja, sendo fundamental para a constituição de enzimas e para processos fisiológicos como a formação da clorofila e a ativação de reações metabólicas ligadas à fotossíntese. Embora não seja o micronutriente mais exigido pela cultura, sua ausência ou excesso pode rapidamente se manifestar nas plantas, tornando sua gestão um fator crítico para o sucesso da lavoura.
Para cada tonelada de grãos produzida, a soja extrai cerca de 130 g de Mn, exportando aproximadamente 30 g. Quando há deficiência do nutriente, um dos principais sintomas observados é a clorose internerval nas folhas. Por outro lado, solos excessivamente ácidos podem aumentar sua disponibilidade a ponto de causar toxicidade, conforme apontado por Hansel et al. (2016). Quando o pH do solo ultrapassa 6,0, a disponibilidade do manganês diminui consideravelmente, tornando a correção inadequada do solo uma das principais causas de problemas relacionados ao nutriente.
Outro fator que pode comprometer a absorção de Mn é o uso frequente de glifosato. Esse herbicida, devido à sua propriedade quelante, pode imobilizar nutrientes como manganês e ferro, dificultando a sua absorção pelas plantas. Além disso, a eficiência da aplicação foliar do Mn depende da escolha da fonte utilizada para o fornecimento do nutriente, exigindo um manejo adequado para evitar perdas e garantir a nutrição da soja.
Portanto, para evitar problemas relacionados à deficiência ou toxicidade do manganês, é essencial adotar um manejo criterioso da calagem, monitorar os níveis do nutriente no solo e utilizar estratégias adequadas de suplementação.