
A soja encerrou o pregão desta quarta-feira em movimento misto na Bolsa de Chicago (CBOT), com queda nos contratos até maio de 2026 e leve alta nos vencimentos mais distantes, segundo a TF Agroeconômica. O contrato de maio, referência para a safra brasileira, caiu 0,46%, cotado a US$ 1.029,50 por bushel. Já o contrato de julho recuou 0,41%, também para US$ 1.029,50 por bushel. O farelo de soja para maio registrou baixa de 1,74%, encerrando a US$ 287,20 por tonelada curta. Em contrapartida, o óleo de soja para maio subiu 2,23%, alcançando US$ 48,50 por libra-peso.
O mercado operou de forma cautelosa devido às incertezas relacionadas ao chamado "Dia da Libertação", que levou investidores a uma postura defensiva. Além disso, o anúncio das tarifas de importação foi feito apenas após o fechamento da sessão, o que aumentou a falta de clareza ao longo do dia. O óleo de soja, no entanto, continua sua trajetória de valorização, impedindo quedas mais expressivas para o grão. Esse movimento tem sido impulsionado pela perspectiva de maior uso do biodiesel no corte obrigatório de combustíveis fósseis.
Um levantamento divulgado pela CropLife Brasil e pela Celeres Consultoria revelou que 11% da área cultivada com soja no Brasil utiliza sementes pirateadas. Esse problema gerou um prejuízo de US$ 1,75 bilhão para as empresas de sementes no ano passado. O impacto da pirataria de sementes levanta preocupações sobre a sustentabilidade e inovação no setor agrícola.
Enquanto isso, o óleo de soja mantém uma trajetória independente e altista, refletindo diretamente a possibilidade de aumento no uso de biodiesel. Desde a última quarta-feira, o contrato de maio valorizou 13,74%, subindo de US$ 940,04 para US$ 1.069,22 por tonelada. Esse movimento reforça o interesse crescente por alternativas renováveis em meio às discussões sobre combustíveis fósseis.