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Soja recua em Chicago com incerteza no mercado internacional

Pressão vendedora e demanda chinesa mais fraca impactam preços



Foto: United Soybean Board

As cotações da soja encerraram fevereiro em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo um cenário de maior oferta global e incertezas na demanda chinesa. O contrato para o primeiro mês fechou em US$ 10,22 por bushel em 27 de fevereiro, contra US$ 10,45 na semana anterior. O farelo e o óleo de soja também recuaram, com perdas acumuladas de 7,4% e 5,4%, respectivamente, nos últimos dias.

Nos Estados Unidos, o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) divulgou no Fórum Outlook de fevereiro que a área de soja pode ser reduzida para 34 milhões de hectares, abaixo dos 35,3 milhões do ciclo anterior. No entanto, a queda ficou abaixo das expectativas do mercado, o que contribuiu para a desvalorização dos contratos futuros.

No Brasil, o cenário cambial tem ajudado a sustentar os preços internos. Com o real desvalorizado para R$ 5,83 por dólar, a saca de soja fechou a semana em R$ 125,40 no Rio Grande do Sul, enquanto nas principais praças os valores oscilaram entre R$ 103,00 e R$ 124,50. O avanço da colheita, que atingiu 37,6% da área plantada, pode pressionar os preços no curto prazo.

Apesar das quedas, a projeção de safra brasileira segue robusta, variando entre 166 e 171 milhões de toneladas, dependendo do impacto das quebras no Sul do país. Consultorias como a AgRural estimam 168,2 milhões de toneladas, enquanto a Hedgepoint Global Markets aposta em 171,5 milhões de toneladas.

Por outro lado, as exportações brasileiras de soja desaceleraram em fevereiro. Até a terceira semana do mês, o país havia exportado 3,7 milhões de toneladas, uma redução de 29% em relação ao mesmo período de 2024. A colheita tardia pode estar limitando os embarques.

O mercado segue atento ao comportamento da demanda chinesa, que representa mais de 70% das exportações brasileiras. Com a economia chinesa crescendo a um ritmo mais lento e políticas para reduzir a dependência da soja importada, especialistas alertam para um possível excesso de oferta global nos próximos anos.

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