Milho cai na bolsa, mas físico resiste
Na B3, setembro de 2026 fechou a R$ 68,74
Na B3, setembro de 2026 fechou a R$ 68,74 - Foto: AgResource
O mercado de milho abriu agosto com queda nos contratos futuros, enquanto os preços físicos mostraram maior resistência diante da oferta crescente e das negociações limitadas. A avaliação é da TF Agroeconômica. Na B3, a primeira sessão do mês terminou em baixa, em um cenário de colheita atrasada, mas já próxima de 70% das áreas plantadas, o que amplia a disponibilidade e reforça a tendência de pressão sobre as cotações.
No mercado físico, porém, o movimento foi mais contido. O indicador ESALQ/BM&FBovespa, em Campinas, acumulou avanço de quase 3% em julho até o dia 30, segundo o Cepea. Compradores seguem retraídos à espera de maior oferta da segunda safra, enquanto vendedores acompanham os trabalhos de campo e negociam apenas para gerar caixa ou liberar armazéns.
Na B3, setembro de 2026 fechou a R$ 68,74, queda diária de R$ 0,46. Novembro terminou a R$ 73,65, recuo de R$ 0,25, e janeiro de 2027 ficou em R$ 76,81, baixa de R$ 0,48.
Nos estados, o ritmo também permanece moderado. No Rio Grande do Sul, as referências variam de R$ 58 a R$ 63 por saca, com exportações ajudando a reduzir a pressão da oferta. A Emater confirmou produção de 5,98 milhões de toneladas na safra 2025/26. Em Santa Catarina, vendedores mantêm pedidos próximos de R$ 60, enquanto compradores indicam cerca de R$ 55.
No Paraná, a colheita avançou para 40% da área, e o Deral revisou a projeção da segunda safra para 17,05 milhões de toneladas. Em Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 48 e R$ 50 por saca, com 37% da área colhida. A demanda da indústria de bioenergia absorve parte da produção e limita uma queda mais intensa nas cotações.