Mercado do trigo segue lento no Sul
Em Santa Catarina, o mercado permanece lento
Em Santa Catarina, o mercado permanece lento - Foto: Divulgação
O mercado de trigo no Sul segue com poucos negócios, moinhos abastecidos e preços sustentados pela reposição dos estoques. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul as indústrias estão cobertas até meados de setembro, mas precisarão comprar para manter o abastecimento a 15 de novembro, o que tende a limitar quedas nas cotações.
Para retirada em agosto e pagamento em setembro, o trigo no interior foi negociado, em média, a R$ 1.300 por tonelada, enquanto o melhorador alcançou R$ 1.350. Nas entregas aos moinhos, o produto bom chegou a R$ 1.460, e o trigo normal ficou perto de R$ 1.380 CIF. O trigo argentino nacionalizado subiu 6,2%, para US$ 292 por tonelada em Canoas. Moinhos também relataram DON elevado na oferta local. Em Panambi, o preço de balcão recuou para R$ 69 por saca.
Na safra nova gaúcha, cerca de 60 mil toneladas foram comercializadas entre exportação e compromissos com os moinhos, menos da metade do volume do mesmo período anterior. As incertezas ligadas ao El Niño mantêm os vendedores cautelosos. No porto, a indicação para dezembro ficou em R$ 1.250 por tonelada.
Em Santa Catarina, o mercado permanece lento, com moagem baixa e pouca rentabilidade da farinha. O trigo para pão variou de R$ 1.350 a R$ 1.400 por tonelada, e o plantio ainda está no início.
No Paraná, os negócios chegaram a R$ 1.450 CIF moinho em Curitiba. No Norte, as indicações variaram de R$ 1.530 a R$ 1.550. Para a safra nova, as referências ficaram entre R$ 1.400 e R$ 1.420, sem negócios. Analistas estimam importação de 1,5 milhão de toneladas pelo estado em 2027.