Mercado da soja segue cauteloso no Sul
A alta do dólar e a queda na Bolsa de Chicago influenciaram o cenário
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A demanda por esmagamento mantém os preços da soja no Rio Grande do Sul elevados, apesar da cautela no mercado, segundo a TF Agroeconômica. A quinta-feira registrou pouca movimentação e algumas quedas nos preços, mas os valores seguem acima da média nacional.
A alta do dólar e a queda na Bolsa de Chicago influenciaram o cenário, enquanto os prêmios permaneceram firmes. A incerteza climática segue pesando nas projeções da safra, que variam entre menos de 17 milhões e quase 25 milhões de toneladas. No porto, a saca foi cotada a R$ 137,00, enquanto no interior os preços ficaram em R$ 130,00 nas principais praças. Em Panambi, o preço de pedra manteve-se em R$ 125,00.
Em Santa Catarina, a safra de soja sofre com o clima irregular, reduzindo a produtividade de 70 para 50 sacas por hectare. A colheita começa na segunda semana de março, mas a expectativa é de um volume inferior ao da temporada passada. No porto de São Francisco, a cotação para junho ficou em R$ 130,87. No Paraná, a projeção da safra é de 21,2 milhões de toneladas, uma leve queda de 0,65% em relação ao mês anterior. O preço em Paranaguá chegou a R$ 135,00, enquanto no interior variou entre R$ 122,91 em Cascavel e R$ 127,00 em Ponta Grossa.
No Mato Grosso do Sul, a colheita avança rapidamente, com algumas regiões, como Sidrolândia, superando 50% da área colhida. A produtividade varia entre 15 e 80 sacas por hectare, refletindo as chuvas irregulares. Em Dourados, Campo Grande e Sidrolândia, o spot foi cotado a R$ 117,65. No Mato Grosso, a colheita entra na fase final com produtividade entre 50 e 70 sacas por hectare. Apesar da boa safra, os preços seguem baixos, com cotações de R$ 106,64 em Sorriso e Lucas do Rio Verde, e R$ 116,09 em Rondonópolis e Primavera do Leste.