A permanência do El Niño até o início de 2027 exige atenção redobrada na piscicultura. O aquecimento da água reduz a disponibilidade de oxigênio nos viveiros, altera o comportamento alimentar dos peixes e pode comprometer o desempenho dos lotes.
Segundo monitoramentos do Inpe e do Inmet, há probabilidade superior a 90% de o fenômeno continuar ativo nos próximos meses, com chance elevada de atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
Como são pecilotérmicos, os peixes têm a temperatura corporal influenciada pelo ambiente. Quando a água supera a faixa ideal, o organismo entra em estresse, reduz o consumo de ração e direciona energia para manter funções vitais. Ao mesmo tempo, o metabolismo acelera e aumenta a demanda por oxigênio.


