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Balança comercial tem superávit de US$ 1,1 bilhão em março

Exportações somam US$ 20,9 bilhões até a 3ª semana de março



Foto: Pixabay

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,1 bilhão na terceira semana de março de 2025, com corrente de comércio de US$ 11,7 bilhões. O resultado reflete exportações no valor de US$ 6,4 bilhões e importações de US$ 5,3 bilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (24) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

No acumulado do mês, as exportações somam US$ 20,9 bilhões, enquanto as importações totalizam US$ 15 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 5,9 bilhões e corrente de comércio de US$ 36 bilhões. No ano, as exportações atingiram US$ 69 bilhões e as importações, US$ 61,3 bilhões, com superávit de US$ 7,8 bilhões e corrente de comércio de US$ 130,4 bilhões.

O desempenho das exportações até a terceira semana de março foi impulsionado pelo crescimento de 28,4% na Agropecuária, que atingiu US$ 5,92 bilhões. A Indústria de Transformação também apresentou alta de 19,2%, alcançando US$ 10,78 bilhões. Por outro lado, a Indústria Extrativa registrou queda de 4,2%, com US$ 4,03 bilhões exportados.

Os principais destaques foram o crescimento nas vendas de milho não moído, que aumentaram 200,6%, café não torrado, com alta de 118,5%, e soja, que subiu 15,4% no setor agropecuário. Na Indústria Extrativa, minérios de Cobre e seus concentrados tiveram um crescimento de 149,9%, enquanto minérios de níquel subiram 58,2%. Já na Indústria de Transformação, as exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada cresceram 62,8%, celulose teve alta de 29,6% e óleos combustíveis de petróleo avançaram 41,7%.

Apesar do saldo positivo, alguns produtos registraram queda nas exportações. O trigo e centeio não moídos tiveram redução de 47,8%, enquanto os minérios de metais preciosos recuaram 86,2%. No setor industrial, açúcar e melaços apresentaram queda de 37,7%, e o alumínio teve retração de 62,8%.

Nas importações, a Agropecuária registrou crescimento de 38,7%, totalizando US$ 0,42 bilhões. A Indústria de Transformação teve alta de 14,2%, chegando a US$ 13,72 bilhões, enquanto a Indústria Extrativa recuou 20%, com US$ 0,73 bilhões importados.

Entre os produtos com maior aumento de importação, destacam-se o cacau em bruto ou torrado, que teve um crescimento de 1.295,5%, látex e borracha natural, com alta de 121%, e pedra, areia e cascalho, que subiram 43,2%. Na Indústria de Transformação, os medicamentos tiveram crescimento de 51,7%, enquanto as importações de caldeiras e geradores de vapor aumentaram 631%.

Por outro lado, a importação de soja caiu 64,9%, a de carvão recuou 54,6% e a de veículos automóveis de passageiros teve uma queda de 25,4%. Os óleos combustíveis de petróleo também apresentaram retração de 22,8%.

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