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Milho segue abaixo das máximas de fevereiro

No Brasil, os preços do milho se mantêm firmes



A cotação do milho, considerando o primeiro mês, fechou a quinta-feira (20) em  Chicago a US$ 4,69/bushel, contra US$ 4,53 uma semana antes. No início do mês de  março o bushel chegou a bater em US$ 4,36 apenas. 

Em relação à Bolsa de Chicago, estudo publicado pela Reuters indica que a recente liquidação de contratos futuros de milho naquela Bolsa, motivada pelas tarifas, foi  extrema. Isso porque, normalmente, não são vistas grandes oscilações nas cotações  do milho da nova safra nos primeiros meses do ano. De fato, os contratos futuros de  milho de dezembro em Chicago, que representam a próxima safra de milho dos EUA,  caíram quase 7% em um período de oito sessões que terminou em 4 de março. Isso  representou a pior queda em oito sessões nos primeiros três meses do ano desde uma  perda de 11% em março de 2011. O mercado considera ser um grande problema se o  milho da nova safra estadunidense não atingir sua máxima do ano que é de US$  4,79/bushel, ocorrida em 20/02.

Lembrando que os contratos futuros de milho, para  dezembro, não atingem sua máxima do ano de vencimento, em fevereiro, desde 1982. Em Chicago, junho é o melhor mês para os preços do milho atingirem suas máximas  do ano, seguido por julho. Esses dois meses apresentaram a máxima do milho em 16  dos últimos 52 anos. Neste momento, tanto o milho quanto a soja estão cerca de 6% abaixo das máximas de fevereiro em Chicago. Dito isso, acredita-se que, antes do  vencimento, o milho de dezembro retorne a pelo menos US$ 4,70 por bushel, que foi o  preço médio do mês passado e é igual à garantia de seguro de 2025 para os  agricultores dos EUA. Isso porque, desde pelo menos 1973, ou seja, há mais de 50  anos, o milho de dezembro nunca deixou de retornar ao preço médio de fevereiro em  algum momento após fevereiro. Mas, é bom lembrar que 2025, com a guerra comercial  imposta por Trump, torna-se um ano de muitas incertezas e tudo é possível acontecer  (cf. Karen Braun, Reuters).  

E aqui no Brasil, os preços do milho se mantêm firmes neste início da segunda  quinzena de março. No balcão, o produto oscilou entre R$ 72,00 e R$ 89,00/saco nas  diferentes regiões do país, enquanto a média gaúcha fechou a semana em R$  68,89/saco. 

Segundo o Cepea, enquanto o plantio da safrinha chega a 90% no país, os baixos  estoques e a demanda firme sustentam os preços internos. Campinas (SP) já está  girando ao redor de R$ 90,00/saco, patamar nominal verificado pela última vez em abril  de 2022. Dados da Conab indicam que os estoques iniciais, da temporada 2024/25, são de apenas 2,04 milhões de toneladas, inferior às 2,1 milhões de toneladas  apontadas em fevereiro/25 e bem abaixo das 7,2 milhões de toneladas da safra  2023/24. O atual estoque representa apenas 2,4% do consumo anual do milho pelo  mercado interno, estimado pela Conab em 87 milhões de toneladas em 2024/25. Ou  seja, a pressão altista sobre os preços do milho deverá continuar até o início da  colheita da safrinha. Além disso, a mesma dependerá do volume a ser colhido nesta  segunda safra, o qual dependerá do clima. Entre os estados mais avançados no plantio  estão Mato Grosso (98,8%), Goiás (94,8%), Maranhão (88%), Tocantins (85,6%), Mato  Grosso do Sul (82,2%), Paraná (79,6%), Piauí (76,2%), Minas Gerais (70,4%) e São  Paulo (46%).  
Já na B3, o fechamento do dia 19/03, junto aos primeiros contratos, girou entre R$  74,15 e R$ 83,31/saco. 

Enfim, segundo a Secex, nos primeiros oito dias úteis de março o Brasil exportou  612.929 toneladas do cereal, com a média diária aumentando 258% em relação a  média de todo o mês de março do ano passado. Espera-se que o Brasil exporte 42  milhões de toneladas de milho em 2025 (cf. StoneX).
 

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