Agronegócio

Parceria entre Fiagril e multinacional dos EUA gera US$ 450 mi em investimentos em usina de etanol

A expectativa da parceria é construir duas indústrias em Mato Grosso, sendo uma no nortão e outra no Sul 

A expectativa da parceria é construir duas indústrias em Mato Grosso, sendo uma no nortão e outra no Sul 

A usina de etanol de milho fruto da parceria entre a mato-grossense Fiagril e a norte-americana Summit, de Iowa (EUA), inicia as suas operações entre julho e agosto em Lucas do Rio Verde. No empreendimento foram investidos US$ 450 milhões e devem ser criados 1,7 mil postos de trabalho. A indústria tem capacidade para produzir 240 milhões de litros de etanol de milho por ano.

O projeto da parceria entre a Fiagril e o grupo norte-americano Summit cria em Mato Grosso a F&S AGRI SOLUTIONS. A indústria é o primeiro projeto de produção de etanol 100% a partir do milho e do sorgo no Brasil. Além do etanol, o projeto contempla ainda a produção de farelos para ração animal - o DDGs Alta Fibra -, voltado para a alimentação de animais ruiminantes, e o DDGs Alta Proteína, destinado para a produção de animais monográstricos (aves e suínos). Outro produto que deverá sair da indústria é o óleo de milho para a produção de biodiesel e o dióxido de carbono (CO2) para indústria de bebidas.

O projeto da F&S AGRI SOLUTIONS foi apresentado para o governador Pedro Taques na terça-feira, 10 de janeiro, pelo presidente da Fiagril Participações, Marino Franz, pelo CEO da Summit (EUA), Bruce Rastetter, pelo diretor geral da Summit no Brasil Rafael Abud e pelo gerente de Investimentos da multinacional, Justin Kirchhoff.



O CEO da Summit, Bruce Rastetter, destacou na reunião que as condições que Mato Grosso oferece (agronegócio, pessoas e ambiente de negócios) foi o que levou a multinacional a investir no Estado. 

“Mato Grosso é grande, focado no agronegócio, parecido com Iowa. Temos muita afinidade numa pauta de intercâmbio cultural de tecnologia na questão de grãos, de estudos, para podermos trocar conhecimento. Vamos conversar com a equipe do governo para ver a melhor forma de configurar isso”, afirmou Rastetter, que também é presidente do Conselho de Regentes da Iowa, entidade responsável pelas universidades do estado.


“É um projeto que nos anima bastante pela rapidez com que está sendo implantada e pela geração de emprego e renda. É o aquecimento da economia como um todo”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ricardo Tomczyk.

Tomczyk salienta que o trabalho do Governo do Estado é criar condições para as empresas aproveitarem da melhor forma possível o potencial da região.

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