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Mercado da soja segue lento

No Paraná, o clima irregular impacta o ritmo e produtividade



A seca e o calor reduziram a produtividade da soja em Mato Grosso do Sul A seca e o calor reduziram a produtividade da soja em Mato Grosso do Sul - Foto: Nadia Borges

No estado do Rio Grande do Sul, o mercado da soja segue muito lento e sem muitas novidades, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “No interior, os preços nas fábricas seguem os valores de cada praça: R$ 132,00 em Cruz Alta (pagamento em 31/03), R$ 132,00 em Passo Fundo (pagamento no final de março), R$ 132,00 em Ijuí (pagamento em 31/03), R$ 132,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento em meados de abril). Já os preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 125,00 por saca para o produtor”, comenta.

Sem mudanças, a safra de Santa Catarina ainda sofre com clima irregular na região. “A colheita está prevista para ter início na segunda semana de março, com algumas áreas já realizando trabalhos pontuais. As projeções indicam que a safra atual ficará abaixo do volume alcançado na temporada anterior. No porto de São Francisco, os preços da soja apresentaram variações, com cotação de R$130,87 por saca em junho. Esse cenário reflete as incertezas climáticas e os impactos na produção”, completa.

No Paraná, o clima irregular impacta o ritmo e produtividade. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 133,65. Em Ponta Grossa foi de R$ 126,05 por saca CIF, Cascavel, o preço foi 122,47, mas com baixa liquidez. Em Maringá, o preço foi de R$ 122,31 em Ponta Grossa o preço foi a R$ 126,05 por saca FOB, sem negócios reportados. Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 126,00”, indica.

A seca e o calor reduziram a produtividade da soja em Mato Grosso do Sul para 49,5 sacas por hectare, causando perdas de 1,6 milhão de toneladas, segundo o Rally da Safra. A estimativa nacional da safra caiu 1,1 milhão de toneladas. O preço do spot da soja variou entre R$ 107,20 e R$ 117,83 no estado.

O governo de Mato Grosso do Sul encerrou o regime de equivalência das exportações de soja e milho após 20 anos, visando aumentar a competitividade do agronegócio. A medida foi possível devido ao crescimento da produção de grãos, atração de agroindústrias e equilíbrio fiscal. A produção de soja no estado saltou de 3,8 milhões para 14 milhões de toneladas desde 2004, enquanto o milho cresceu de 1,4 milhão para 10,2 milhões. Exportadores deverão firmar termos com a Sefaz para aderir ao novo regime. Os preços da soja variaram entre R$ 107,61 e R$ 116,19.
 

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