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Fertilizantes


TRANSPORTE DE ÍONS

 
INTRODUÇÃO

Uma das características mais importantes das raízes é a sua capacidade de absorver e transportar íons do solo até o xilema e daí até a parte aérea. Ao chegar a superfície da raiz o íon pode seguir diferentes caminhos.

ROTAS DE MOVIMENTO DO ÍON

Os íons ao se moverem radialmente para o xilema podem percorrer duas rotas (ou vias) (Figura 1):
 


 
Figura 1 – Esquema mostrando rotas de transporte nos tecidos das raízes.
 
a. ROTA APOPLÁSTICA

O contínuo de paredes celulares e espaços intercelulares é conhecido como apoplasto e consiste em um sistema interconectado que engloba as células da epiderme e do córtex, em que a água e os íons inorgânicos movimentam-se livremente sem nenhuma restrição. A penetração de solutos neste espaço é rápida e, não é afetada por baixas temperaturas ou por inibidores metabólicos, sendo, portanto, inteiramente passiva e não envolvendo nenhuma membrana biológica. O apoplasto constitui, em média, de 10 a 15% do volume total das raízes.

b. ROTA SIMPLÁSTICA

Os citoplasmas de células vizinhas, conectadas através dos plasmodesmas, formam um contínuo, que é conhecido como coletivamente conhecido como simplasma ou simplasto, por onde os íons e moléculas podem também se mover. Isto ocorre em função das inúmeras plasmodesmas interligando as diversas células. 

Entre o córtex e o cilindro central existe uma camada de células especializadas, a endoderme. Nessa camada de células se formam as estrias de Caspary, que bloqueiam efetivamente a entrada de água e de íons minerais no cilindro central, via apoplasto.

Desta forma o movimento do íon:

- Pode entrar via simplasto imediatamente na membrana plasmática das células epidérmicas (inclusive nos pêlos radiculares) ou ele pode se difundir entre as células da epiderme e córtex, via apoplasto;

- Do apoplasto do córtex, um íon pode difundir-se radialmente para a endoderme ou entrar via membrana da célula cortical, no simplasto;

- Em todos os casos, o íon deve entrar no simplasto, antes que ele chegue ao cilindro central, devido a presença das estrias de Caspary nas células da endoderme.

Após o íon ter entrado no cilindro central através do simplasto, ele continua a se difundir de célula para célula. Finalmente, o íon retorna para o apoplasto (do cilindro central) e difunde-se para dentro do xilema. Novamente, as estrias de Caspary evitam que o íon retorne para o apoplasto do córtex. Assim, a planta pode manter uma maior concentração iônica no xilema do que no meio em que a raiz está crescendo (solução do solo).

Os nutrientes minerais, uma vez no xilema, são carreados para a parte aérea pelo fluxo transpiratório. Algumas vezes, a ascensão da seiva xilemática é promovida pela pressão radicular, quando os solos estão úmidos e a umidade relativa do ar é alta, tal como ocorre durante as primeiras horas do dia (transpiração praticamente ausente).

Na parte aérea, alguns nutrientes minerais podem ser redistribuídos pelo floema, particularmente, os que são muito móveis.


 
 

José Luis da Silva Nunes

Eng. Agrº, Dr. em Fitotecnia


 


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