Agronegócio

Futuro da Soja: tendências e previsões para curto, médio e longo prazos

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A soja chegou aos 10 dólares por  bushel nesta semana. O que podemos depreender disto? Seria a efetiva confirmação da tendência de subida ou simplesmente mais uma cotação alta?
 
Coincidentemente nesta mesma semana também foi divulgado o boletim de fevereiro do USDA referente às safras mundiais previstas para este ano. Estados Unidos confirmando sua primazia com 108 milhões de toneladas e em seguida vem a safra brasileira com previsão de 94,50 milhões - 1 milhão de toneladas a menos da previsão de janeiro. 
 
 
Aliás, a safra brasileira -  recém iniciada - tem quantidades previstas de colheita entre 91 e até 96 milhões de toneladas. O que dizer de uma safra que iniciou há pouco e agora, segundo fontes, diz-se que tem pouco mais de 20% colhida, mas com produtividade mais baixa em várias regiões. 
 
 
No meu ponto de vista, a emoção de tudo isto está que não basta seguirmos gráficos, tendências ou mesmo previsões feitas por grandes especialistas, pois - acreditem ou não, cada ano apresenta um cenário econômico/financeiro  completamente  diferente, e até me arriscaria a dizer - adverso ao risco. Risco de que? Nunca nos esqueçamos que a CBOT(A bolsa de mercadorias de Chicago) é formada por investidores que, dependendo da situação econômica, resolvem correr mais ou menos risco = vender ou comprar, na prática. 
 
Seguindo um pouco mais adiante e adentrando no cenário econômico/financeiro, não podemos nos esquecer que até há pouco tempo, uma grande parte das commodities esboçou uma queda acompanhando a inesperada e abrupta baixa do petróleo que praticamente caiu 60% em um ano. Ainda paira no horizonte uma bastante exequível subida dos juros americanos. E isto poderá trazer uma possível inversão nos investimentos mundiais. 
 
 
E dentro em pouco deve iniciar a previsão dos especialistas sobre como será o plantio da soja ainda neste ano. Com pouca exatidão e outro tanto de especulação surgirão comentários que devem prever uma nova safra de 100 a 120 milhões de toneladas nos Estados Unidos. Previsões, mas para o mercado que se alimenta disto, elas são tudo! Porém o perigo eminente dessas previsões é quando elas não ocorrem e então tudo pode mudar de uma hora para outra.
 
 
Não nos esqueçamos que, a partir dos números americanos - grandes ou pequenos - previsões serão feitas para as safras brasileira e argentina, primordialmente, e após para as safras paraguaia, uruguaia e até mesmo boliviana. Estas últimas não nos impressionam pelo seu tamanho, mas nos impressionam pelo seu constante aumento de ano para ano. 
 
 
Contudo, movidos por números e previsões  dessas safras, talvez possamos chegar a números que possivelmente nos impressionarão, pois estaremos falando de uma próxima safra - a 2015/2016 de algo ao redor de 300 milhões de toneladas. 
 
A demanda chinesa, pelo que os números nos dizem, deve continuar  em ascensão, pois se falamos hoje em algo ao redor de 75 milhões de toneladas, confiadamente, estaremos nos referenciando a um número superior a 80 milhões e indo, ocasionalmente,  em direção aos 100 milhões de toneladas/ano. Embora aquele  país esteja crescendo menos anualmente - de 11% caiu para 7,4%, podemos afirmar  que o plano de transferir ao redor de 10 milhões de chineses dos campos para a cidade - continuará - e isto colocará dentro das metrópoles e até médias cidades chinesas, um cidadão que não produzirá alimento, mas que quer seguir os padrões ocidentais da alimentação baseada na proteína animal proveniente dos crescentes rebanhos criados tanto na China como até mesmo em outros países. 
 
 
Assim, queremos crer que a tendência de alta continue dentro dos próximos meses e até mesmo no médio prazo, em especial, por uma dura previsão da safra brasileira  - ainda passível de ser atingida por inclemências do tempo (leia-se seca/crise hídrica) em regiões anteriormente distinguidas pela alta produtividade da soja.
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