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Agro no carnaval: gera riqueza, alegria e emprego

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09/01/2017 - 00:00

Dirceu N. Gassen

A agricultura, a riqueza, o carnaval e a alegria. A agricultura brasileira experimentou evolução extraordinária nos últimos 40 anos, com base na tecnologia e na eficiência do agricultor. A produção mundial de alimentos contrariou as teorias de Thomas Malthus, que em 1789, previa o colapso da população humana por falta de alimentos.

A importância da agricultura foi destacada na hierarquia das necessidades do ser humano, por Abraham Maslow, que posicionou a alimentação e o conforto pessoal como a base da pirâmide que sustenta a auto realização das pessoas.

Em 2017 ouvimos com tristeza, a proposta de uma escola de samba, no carnaval do Rio de Janeiro, anunciando tema relacionado com a ”demonização do agricultor” que ”explora indígenas” e ”usa agrotóxicos”.

Estudiosos da economia demonstram que devemos ter respeito aos elementos capazes de gerar alimentos, emprego e riqueza. A agricultura no Brasil é a principal propulsora da economia, da geração de renda, de empregos e de paz (alimentos).

O carnaval tem origem na alimentação farta, na bebida, na diversão, na alegria e nos prazeres que precedem a fase de jejum. Para os que apreciam a cerveja no carnaval, lembrem que a bebida tem origem na cevada, produzida por um agricultor, que cultivou a semente, manejou a planta, protegeu contra pragas e doenças e garantiu a sanidade e a qualidade do produto final.

Um hectare de cevada, conduzido pelo agricultor, produz três toneladas de grãos. Na indústria, esses grãos produzem 2.100 kg de malte, que geram 18.600 litros de cerveja.

O que equivale a mais de 50 mil latas de 350 ml de cerveja.
O agricultor receberá R$ 1.800,00 pelos grãos de cevada produzidos por hectare. Ele teve desembolso aproximado de 1.500 reais para produzir, sem considerar os riscos de clima, mercado, preços. Gerou R$ 300,00 de lucro.

O consumidor pagará R$ 5,00 por lata de 350 ml de cerveja, o que equivale a R$ 250.000,00, gerado com base em R$ 1.800,00 de grãos de cevada. O agricultor, que produz a cevada, participará com 0,72% do valor dessa cerveja consumida no carnaval com base no preço de R$ 5,00 por lata de 350 ml.

Não há “almoço de graça” e todos os segmentos da economia necessitam gerar renda, ocupação digna de mão-de-obra e de autoestima. Devemos, no mínimo, exigir respeito de segmentos da sociedade que consomem alimentos todos os dias, que se beneficiam da geração de riqueza impulsionada pelo agricultor.




Comentários (1)

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14/01/2017 às 10:15h - Para responder essas pessoas, seria muito simples. Bastaria TODOS os produtores produzirem somente por um ano 10% de suas produções atuais, sejam agrícolas, pecuárias ou produtos de origem florestal (mel, madeira, carvão para churassquinho na lage) etc. É facil pegar um litro de leite na gôndola do supermercado, quando tem para vender ou comprar cerveja feita do AGRONEGÓCIO e linguicinha pro aperitivo. Gostaria de ver como ficaria o meio urbano, sem o meio rural. É fácil falar de agrotóxicos, mas usar carro pra ir no mercado também poluí o meio ambiente. As sacolas plásticas jogadas nas ruas, garrafas pet, latas de cerveja, baterias de celular e lixos jogados em qualquer lugar TAMBÉM poluem o meio ambiente. Então seria bom pensar muito antes de falar do Agronegócio, da Agricultura Familiar, da Agricultura Campesina e/ou do Setor Rural, porque sem o trabalho das pessoas do meio rural, não tem como pular carnaval de barriga VAZIA. Se não pode falar BEM, falar MAL não vai resolver. Abraç (Paulo Araujo Portes)


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