Agronegócio

Paraná cresceu no Agro por facilitar diálogo e parcerias

Ambiente trouxe tecnologia e valor agregado

De acordo com o secretário de Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara, o estado pode crescer e se tornar um dos maiores do Agronegócio brasileiro graças ao ambiente de diálogo, parceria e atuação coletiva que se construiu. Com isso, foi possível não só implementar tecnologia de ponta, como aumentar a produção e aumentar o valor agregado dos produtos paranaenses.

“Abocanhamos 13,5% das exportações do Agro no País no ano passado. Isso foi possível pelo ambiente favorável que construímos, com diálogo e muito boas parcerias que formamos aqui: cerealistas privadas, indústrias, pesquisas públicas, cooperativas, fundações e agricultores cada vez mais preparados para fazerem sua parte. O Estado do Paraná tem uma boa capacidade para intervir e potencializar isso”, explicou o secretário em entrevista exclusiva ao Portal Agrolink durante a Safratec 2017.

Segundo ele, outro segredo do Paraná é exportar não só sua produção primária, mas também produtos com cada vez mais valor agregado. Ele destaca ainda a diversidade de culturas, que permitiu amenizar os efeitos “dessa perversa crise que assola o Brasil, que é ética, moral e econômica, com muito tempo em recessão. Esperamos agora que volte para os trilhos, que as reformas sejam feitas, e que isso contribua para ‘bombar’ nosso Agro”.

“Mais uma vez o Agro salvou o Brasil. Houve uma redução do superávit comercial, mas mesmo assim ficamos acima de US$ 71 bilhões, o que garantiu que a balança brasileira desse lucro de US$ 46 bilhões. E o Agro é que dinamizou a economia, que vai mal das pernas. Nós andamos meio ao lado disso, e continuamos crescendo”, comemora.

“O Paraná cresceu em exportações, registrando US$ 15 bilhões no ano passado. Desse total, 75% é do Agro, que é o nosso Vale do Silício. Nós temos uma capacidade de produzir grãos em larga escala, do nosso jeito, na pequena e média propriedade. Temos uma grande produção de proteínas animais, frango e suínos principalmente. No leite, rumamos para a segunda posição no Brasil. Na madeira, voltamos a crescer e exportar fortemente celulose. Recuperamos o dinamismo do setor de mandioca, que estava falido, e respondemos por 2/3 do amido no Brasil”, conclui.

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