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Carnaval ataca agronegócio, mas vai beber cevada

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Carnaval ataca agronegócio, mas vai beber cevada
09/01/17 - 10:57 

Ainda repercute a polêmica decisão da Escola de Samba “Imperatriz Leopoldinense”, que neste ano decidiu atacar o agronegócio com um samba enredo chamando o produtor rural de “monstro” que “rouba as terras” dos indígenas, “devora as matas e seca os rios” por “cobiça”. Nesse sentido, o engenheiro agrônomo Dirceu Gassen aproveitou as críticas para lembrar que a cerveja – talvez o item mais apreciado e consumido em escala industrial por foliões e carnavalescos – depende diretamente do agronegócio.

“O carnaval tem origem na alimentação farta, na bebida, na diversão, na alegria e nos prazeres que precedem a fase de jejum. Para os que apreciam a cerveja no carnaval, lembrem que a bebida tem origem na cevada, produzida por um agricultor, que cultivou a semente, manejou a planta, protegeu contra pragas e doenças e garantiu a sanidade e a qualidade do produto final”, lembra Gassen.

O especalista, que é membro do CCAS (Conselho Científico Agro Sustentável) explica que um hectare de cevada, conduzido pelo agricultor, produz três toneladas de grãos. Na indústria, esses grãos produzem 2.100 kg de malte, que geram 18.600 litros de cerveja – o que equivale a mais de 50 mil latas de 350 ml de cerveja.

“O agricultor receberá R$ 1.800 pelos grãos de cevada produzidos por hectare. Ele teve desembolso aproximado de 1.500 reais para produzir, sem considerar os riscos de clima, mercado, preços. Gerou R$ 300 de lucro. O consumidor pagará R$ 5 por lata de 350 ml de cerveja, o que equivale a [vendas] de R$ 250.000 gerado com base em [apenas] R$ 1.800 de grãos de cevada. O agricultor, que produz a cevada, participará com [somente] 0,72% do valor dessa cerveja consumida no carnaval”, aponta Gassen.

Ele afirma que não há “almoço de graça”, e que “todos os segmentos da economia necessitam gerar renda, ocupação digna de mão-de-obra e de autoestima. Devemos, no mínimo, exigir respeito de segmentos da sociedade que consomem alimentos todos os dias, que se beneficiam da geração de riqueza impulsionada pelo agricultor. A agricultura no Brasil é a principal propulsora da economia, da geração de renda, de empregos e de paz”, lembrando que a “alimentação e o conforto pessoal são a base da pirâmide que sustenta a autorrealização”.
 


Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

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Comentários (19)

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18/01/2017 às 05:58h - É a hora do agronegócio dar o troco. Mostrando responsabilidade ambiental, fugindo do trabalho escravo, sem passar o trator nas nascentes, sem grilar terras, usando agrotóxicos de forma mais responsável, assim como o desmatamento. Dessa forma vai dar certo, com certeza! (João Pirão)
18/01/2017 às 09:10h - Bom dia leitores, pois é agora até a festa profana da fantasia e ilusão, propõe ataque crítico a única estrutura econômica que tem renda e participa significativamente do PIB no Brasil!. Quem é o Estado do Rio para criticar os promotores dos benefícios e fator de sobrevida desta população!. Isto é uma vergonha!!!??. (Manoel José Sant´Anna)
11/01/2017 às 10:00h - não é so na alimentação também nas alegorias e vestimentas. (Carlos Henrique Castro Alves)
11/01/2017 às 07:18h - Dirceu, parabéns pela matéria, conheço teu trabalho. Tenho uma sugestão aos que são contra o agronegócio: Ao chegarem em casa na próxima refeição que forem saborear; retirem da mesa tudo o que vem do agronegócio e coma o que sobrou na mesa, parece que sobrará, água e sal, mas cuidado, a água também tem suas nascentes nas fazendas. Carnavalescos de meio tigela, estudem só um pouquinho. (mauri)
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10/01/2017 às 03:16h - agora podemos entender de vez, que somos o país do agronegócio e não do futebol e do bumbum. ( depois de 500 anos) (evaldo santana)
10/01/2017 às 02:29h - Continuação da mensagem anterior... ...praticam uma infinidade de artimanhas ilícitas para obter êxito em sua atividade econômica. Neste sentido a agricultura é apenas mais um segmento econômico (fundamental e importantíssimo para o país) que contém esse tipo de gente, tornando-se alvo de críticas por parte de pessoas que não compactuam dessas práticas errôneas e por vezes ilícitas. O segmento do agronegócio, simplesmente diz respeito a quase tudo, quase tudo envolve o agro. É um segmento fundamental para todos, gera riqueza, desenvolvimento, mas, também abrange coisas negativas, bem negativas. Resolvamos então o que é negativo e exaltemos e valorizemos os aspectos positivos desse setor e de quem nele atua; sobretudo dentro da porteira. Saibamos enfim; separar o joio do trigo! (Érica Renata Godinho)
10/01/2017 às 02:26h - Concordo em parte com o que foi dito nos comentários anteriores em relação ao samba enredo da escola de samba carioca, Imperatriz Leopoldinense, "falta informação, falta conhecimento"... e já que estamos falando de Agronegócio; “falta dar nome aos bois”. O grande problema é que por causa da conduta de alguns, a maioria paga e/ou leva uma fama (seja ela positiva e/ou negativa) que não merece. Lembrando em tempo, que o Agronegócio Brasileiro já foi algumas vezes exaltado e reverenciado na avenida, por exemplo: em 2011 pela Escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel e em 2016 pela Escola de samba Unidos da Tijuca. É óbvio que boa parte dos agricultores, assim como boa parte da humanidade, age corretamente, porém, existem aqueles que se sentem acima do bem e do mal, exploram, se apoderam de forma duvidosa e/ou criminosa de bens e valores financeiros, não cumprem as regras e/ou negociam a execução das mesmas para fugir de suas responsabilidades, ou seja, praticam uma inf (Érica Renata Godinho)
10/01/2017 às 01:34h - Esses "intelectuais" ignorantes são também inimigos do Brasil. (paulo rivetti)
10/01/2017 às 12:19h - ()
10/01/2017 às 11:30h - Qual cerveja ainda hoje é produzida com cevada? Skoll, Antartica, Brama.... todas são fabricadas com milho, e transgênico. (Ernesto Pepalanthus)
10/01/2017 às 09:53h - Pinga é feita de cana, vinho é de uva, saque de arroz e ai vai.... (Edilson Abrão)
10/01/2017 às 08:53h - Acho válido que uma escola de samba desfila com enredo polêmico sobre o Agronegócio, pois é a nossa chance de "retrucar" e mostrar quem está gerando renda e empregando nessa crise Nacional. Infelizmente o QI elevado é de "Que Ignorância". (Bruno Tomoyuki Matsuo)
10/01/2017 às 08:50h - Como forma de protesto, as pessoas que lá estarão, deveriam, no momento da passagem da escola, ficar de costas, como forma de repúdio e se solidarizando ao trabalho árduo do homem do campo. (Valdir Antonio Zaccaron)
10/01/2017 às 08:41h - Certamente estes carnavalescos, como urbanos, não conhecem o sistema de produção de alimentos. Todos eles certamente tomam café diáriamente e comem pão. Seria possível sem o o cultivo de lavouras obter estes alimentos? (Edson)
10/01/2017 às 08:19h - OLHA A HIPOCRISIA AI GEEEEEEEEEEENTEE (MARCELO)
10/01/2017 às 07:42h - continuação.... Bom um informação retirada da internet para os ignorantes que fizeram a afirmação sugundo o colega Dirceu Gassen, que 12% do território nacional pertence aos índios ou seja 107 milhões de hectares para uma população indígena de 900 mil índios. Provavelmente os carnavalescos não imaginal o que seja 1 hectare, muito menos 107 milhões de hectares, e que representa 118 hectares por indígena, e que nos estados do sul tem famílias que se sustentam com menos de 50 hectares produzindo frutas, legumes, verduras, leite, carne suína entre outras. Então considero a afirmação da reportagem o espelho da ignorância. (LEONARDO ZUCON)
10/01/2017 às 07:39h - Esta afirmação do grupo carnavalesco é totalmente equivocada, pois desconhecem o setor agropecuário e a importância que tem na vida de todos. Aliás todos que estão nas cidades deveriam louvar no mínimo três vezes ao dia pelo alimento que consome, e agraceder aos produtores que estão dispostos a enfrentar muitas dificuldades que não são poucas para colocar alimento a disposição da população. Acredito que esta afirmação é muito comum para um País carente de educação e cultura, e que algumas pessoas se limitam a usar a internet apenas para participar de redes sociais trocando apenas informações de seu interesse, sem imaginar que a internet oferece muito mais. Bom um informação retirada da internet para os ignorantes que fizeram a afirmação sugundo o colega Dirceu Gassen, que 12% do território nacional pertence aos índios ou seja 107 milhões de hectares para uma população indígena de 900 mil índios. Provavelmente os carnavalescos não imaginal o que seja 1 hectare, muito menos 107 milhões d (LEONARDO ZUCON)
09/01/2017 às 11:07h - É um absurdo que as escolas de samba por dinheiro se submetam a tal situação, não acredito que os dirigentes e integrantes da escola saibam o que estão criticando. como foi colocado eles tem de se lembrar que a cevada, as roupas de algodão, sua alimentação vem do campo. Temos de parar com essa paranóia de que o campo é culpado de tirar terra de Indios ( as cidades não tirarão? os centros urbanos não poluem os rios com seus esgotos não tratados). em fim é preciso conhecer o agronegócio antes de criticar (Paulo Umberto Henn)

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