Agronegócio

Diagnóstico

Dignóstico

Por ser uma doença altamente contagiosa e confundível com outras doenças vesiculares, o diagnóstico clínico deve ser confirmado através de exames laboratoriais. Em muitos países as doenças vesiculares são de notificação obrigatória, sendo que sempre que houver a suspeita da doença deve-se notificar os órgãos do governo responsáveis pela sanidade animal, interditar a propriedade e isolar os animais. Técnicos treinados do governo deverão inspecionar os animais, coletar material e enviar à laboratórios de referência.

Diagnóstico clínico Bovinos

Febre, anorexia, calafrios, redução na produção de leite durante 2 a 3 dias e logo, apresentam estalar dos lábios, dificuldade de deglutição, abrem e fecham a boca e salivação, causados pelas vesículas (aftas) que desenvolveram-se na mucosa oral e nasal. As vesículas aparecem também nos espaços interdigitais e bandas coronárias dos cascos.

Após 24horas ocorre a ruptura das vesículas levando à lesões ulcerativas. Também podem ocorrer vesículas nas glândulas mamárias e desta forma transmissão da doença para os bezerros. A recuperação se dá num prazo de 8-15 dias.

Complicações: erosões da língua, infecção das lesões, deformação dos cascos, mastites e diminuição permanente da produção de leite, miocardite, aborto, morte de animais jovens, perda de peso permanente.

Ovinos e caprinos

As lesões são menos pronunciadas, onde as lesões nas patas podem passar desapecebidas e ocorre agalaxia e morte dos animais jovens.

Suínos

Podem desenvolver lesões graves nas pata, sendo a claudicação, o primeiro sinal clínico observado, seguida do aparecimento de vesículas no focinho que rompem-se facilmente. Apresentam, freqüentemente, uma alta mortalidade de leitões.

Como fazer o diagnóstico

Somente técnicos  treinados do governo deverão inspecionar os animais, coletar material e enviar à laboratórios de referência.Os materiais a serem coletados incluem o líquido das vesículas antes de sua ruptura e o epitélio de vesículas recém-rompidas, por conterem grandes quantidades de vírus. Pode-se também coletar sangue com anticoagulante, soro e fluido do esôfago/faringe.

As provas rotineiras para a demonstração do agente são fixação do complemento, ELISA e isolamento do vírus pela inoculação em células primárias tireoidianas de bovinos e células primárias renais de suínos, terneiros e cordeiros; inoculação em linhas celulares BHK-21 E IB-RS-2; inoculação em roedores. O Office International des Epizooties é a organização internacional que define os métodos de diagnóstico aceitáveis.

Diagnóstico diferencial

Todas as enfermidades que cursam com erosão oral, salivação, descarga nasal ou lesões nos tetos devem ser consideradas no diagnóstico diferencial.

Clínicamente indiferenciáveis:

Estomatite vesicular

Exantema vesicular

Doença vesicular dos suínos

Outros diagnósticos diferenciais:

Diarréia viral bovina

IBR – Rinotraqueite infecciosa bovina

Estomatite papular bovina

Febre catarral maligna

Língua azul

Mamilite herpética

Rinderpest – Peste bovina

Organização Internacional e Epizootia

Department of Defense National Security and Education Program (NSEP)-Pesquisa sobre febre aftosa desenvolvida por estudantes da University of Georgia e Universidade Federal de Santa Maria (março/2001)

 

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